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Viagem para o Peru: roteiro de Lima para Machu Picchu

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Fazer uma viagem para o Peru sempre esteve na minha lista. Além de ser um dos países que disputam a Copa América e de ter uma torcida apaixonada, o Peru guarda uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno, Machu Picchu, aqui pertinho do Brasil. Neste guia, conto como foi minha viagem por conta própria, de Lima até Cusco, e respondo às dúvidas que todo brasileiro tem antes de embarcar: onde fica o Peru, qual a capital, qual a língua falada e quanto custa viajar para lá.

Quer economizar tempo no planejamento? Veja as passagens da Peru Hop e monte sua rota de ônibus pelo país com embarque e desembarque nos hotéis.

Onde fica o Peru?

O Peru fica no oeste da América do Sul, banhado pelo Oceano Pacífico. O país faz fronteira com o Equador e a Colômbia ao norte, com o Brasil a leste, com a Bolívia a sudeste e com o Chile ao sul. A fronteira com o Brasil passa pelos estados do Acre e do Amazonas.

O território peruano é dividido em três grandes regiões: a costa, com desertos e praias, a serra, cortada pela Cordilheira dos Andes, e a selva, que faz parte da Floresta Amazônica. Saindo de São Paulo, o voo direto até Lima dura 5 horas.

Qual a capital do Peru?

A capital do Peru é Lima, a maior cidade do país e principal porta de entrada para quem chega de avião. Fundada em 1535 e conhecida como a Cidade dos Reis, Lima tem um centro histórico reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO e é considerada uma das capitais gastronômicas da América Latina.

Para aproveitar melhor a cidade, confira nosso guia de Lima e os passeios saindo de Lima.

Qual a língua falada no Peru?

O idioma mais falado no Peru é o espanhol. O quéchua e o aimará também são línguas oficiais, principalmente nas regiões andinas, como Cusco e Puno. Para o brasileiro, a comunicação é tranquila: com um pouco de paciência e o famoso portunhol, dá para pedir comida, negociar preços e pedir informações. Em áreas turísticas, muitos atendentes também falam inglês.

familia da serra peruana - viagem para o peru

Quanto custa viajar para o Peru?

O custo de uma viagem para o Peru depende do estilo de viagem, da época do ano e de quantos passeios você inclui. A moeda local é o sol peruano (PEN). Para ter uma ideia, estes são valores médios por pessoa:

  • Passagem aérea: de São Paulo para Lima, ida e volta, costuma variar entre R$ 1.500 e R$ 3.500, com tarifas mais baixas fora da alta temporada.
  • Hospedagem: cama em hostel a partir de 35 a 60 soles por noite. Hotéis de categoria média ficam entre 150 e 300 soles por noite.
  • Alimentação: o “menú del día”, com entrada, prato principal e bebida, sai entre 12 e 25 soles. Em restaurantes turísticos, conte com 50 a 100 soles por refeição.
  • Transporte entre cidades: varia conforme a rota. Com uma passagem da Peru Hop, você paga uma vez e viaja de Lima a Cusco com paradas em vários destinos.
  • Passeios: os valores mudam de acordo com o destino. Machu Picchu, por exemplo, exige ingresso, trem ou trilha e ônibus até o sítio arqueológico.

No geral, um viajante econômico gasta entre 150 e 250 soles por dia sem contar a passagem aérea. Quem prefere mais conforto deve reservar de 400 soles por dia para cima. Um detalhe importante: brasileiros podem entrar no Peru apenas com o RG em bom estado ou com o passaporte válido.

Dica para gastar menos: as passagens da Peru Hop incluem transporte com guia a bordo, busca no hotel e tours grátis pelo caminho, além de descontos em hotéis e hostels.

Chegada em Lima: do aeroporto a Miraflores

Fiz minha viagem nas férias de janeiro. Peguei o avião e desembarquei no Aeroporto Internacional de Lima. Logo na chegada, levei um pequeno susto: as placas estavam em espanhol e inglês, e a solução foi seguir o fluxo de passageiros até a saída.

Meu destino era Miraflores, o bairro mais turístico e seguro de Lima, segundo tudo que eu tinha pesquisado. Na porta do aeroporto, vários taxistas ofereciam corridas por um valor que achei alto. Foi aí que encontrei o Airport Express Lima, um ônibus que faz o trajeto até Miraflores. O custo benefício foi muito melhor do que o táxi, e ainda tinha carregador USB nos assentos e Wi-Fi grátis, perfeito para avisar a família que eu tinha chegado bem.

Primeiro dia em Miraflores: ceviche, gatos e picarones

No almoço, provei o prato típico peruano mais famoso do mundo, o ceviche. Para quem nunca comeu, vale muito a pena. A pimenta peruana, o ají, tem um sabor bem diferente das pimentas que conhecemos no Brasil.

Depois, conheci o Parque Kennedy, famoso por ser o lar de dezenas de gatos. Ninguém sabe exatamente como eles chegaram lá, mas eles fazem parte da paisagem do bairro há mais de 20 anos. Ali mesmo experimentei os picarones, um doce frito feito com abóbora e batata-doce, servido com calda de chancaca. Não deixe de provar quando visitar o Peru.

Peru e o futebol: um país com clima de Copa América

Quem gosta de futebol sente o clima logo nos primeiros dias. Os peruanos acompanham a seleção e os clássicos locais, como Alianza Lima contra Universitario, com muita paixão. Se a sua viagem coincidir com um jogo, vale assistir em Miraflores ou conferir a programação do Estádio Nacional, no centro de Lima. É uma ótima forma de viver a cultura local de perto.

O encontro que mudou meu roteiro pelo Peru

No fim da tarde, conheci outro brasileiro no hostel. Ele também viajava a passeio e já tinha comprado a passagem da Peru Hop para o dia seguinte. O roteiro dele incluía:

Gostei tanto da rota que fui pesquisar como funciona a Peru Hop e comprei minha passagem para o mesmo dia.

Quer fazer esse mesmo roteiro? Confira os passagens saindo de Lima e escolha quantos dias quer passar em cada destino.

Paracas e as Ilhas Ballestas

Na manhã seguinte, depois do café, o ônibus me buscou no hostel no horário combinado. Adorei não precisar procurar ponto de embarque. O ônibus estava confortável, nem cheio, nem vazio.

Depois de 4 horas de estrada, chegamos a Paracas. Fizemos o passeio de barco até as Ilhas Ballestas e vimos pinguins de Humboldt, leões marinhos e muitas aves nativas. Também passamos pela Reserva Nacional de Paracas, com paisagens de deserto encontrando o mar.

Huacachina: bugre e sandboard no oásis

A próxima parada foi Huacachina, um oásis no meio do deserto com dunas enormes. O passeio de bugre e sandboard foi um dos momentos mais divertidos da viagem, e recomendo para todo mundo que vai ao Peru. Decidimos dormir por lá para curtir o pôr do sol nas dunas.

grupo em huacachina - viagem para o peru

Nazca: as linhas mais misteriosas do Peru

No dia seguinte, fomos até Nazca. As Linhas de Nazca são desenhos gigantes feitos no deserto há mais de 1.500 anos, e até hoje ninguém sabe ao certo por que foram criadas. Paramos na torre de observação das Linhas de Nazca, e quem quiser uma visão completa pode fazer o voo sobre as Linhas de Nazca.

Arequipa e o Vale do Colca

Em Arequipa, a Cidade Branca, aproveitei para conhecer o Vale do Colca, um dos cânions mais profundos do planeta e um ótimo lugar para ver o voo dos condores. Existem opções de passeio de 1 dia inteiro, passeio de 2 dias e trilhas para quem tem mais tempo.

Puno e o Lago Titicaca

Em Puno, conhecemos o Lago Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo, e as comunidades que vivem nas ilhas flutuantes. O que mais me impressionou foi ver como as famílias vivem usando quase apenas o que a própria natureza da região oferece. Para quem tem pouco tempo, o passeio de meio dia já vale a visita.

Cusco e Machu Picchu

Finalmente chegamos a Cusco, a capital turística do Peru, cheia de viajantes do mundo inteiro. Meu amigo seguiu para a Trilha Salkantay, e eu comprei meu ingresso para Machu Picchu ali mesmo. Era janeiro, época de chuvas nos Andes, e consegui vaga para o dia seguinte bem cedo. Na alta temporada, entre junho e agosto, o ideal é comprar com bastante antecedência.

Tive sorte e o dia amanheceu sem chuva. Conheci o Templo do Sol, o Templo das Três Janelas e o Intihuatana, o relógio solar dos incas. Se você está planejando essa parte da viagem, leia o guia sobre a viagem de Lima para Machu Picchu e veja os passeios saindo de Cusco.

Bônus: Montanha de 7 Cores

Ir a Cusco e visitar apenas Machu Picchu seria desperdiçar a viagem. No hostel, vi um folheto da Montanha de 7 Cores, também chamada de Montanha Arco-Íris, e reservei o passeio com a Rainbow Mountain Travels. Às 3h30 da manhã eles já estavam no meu hostel para começar a aventura.

As faixas coloridas formadas pelos minerais da montanha são impressionantes ao vivo. Foi um passeio que eu não tinha planejado e que valeu cada minuto. Antes de ir, vale ler o que não fazer na Montanha de 7 Cores, principalmente por causa da altitude.

Passei mais um dia em Cusco explorando os mercados, a cultura e o dia a dia da cidade. Depois, voltei de avião para o Brasil, com uma conexão em Lima.

Vale a pena fazer uma viagem para o Peru?

Com certeza. O Peru preserva muito da sua tradição e reúne desertos, montanhas, lagos, cidades coloniais e sítios arqueológicos em um só país. Andar pelos centros históricos de Lima e Cusco é como voltar no tempo.

Como o turismo cresce a cada ano, a minha principal dica é viajar com empresas de confiança. No meu caso, tudo correu bem porque escolhi operadoras sérias, focadas em fazer o viajante aproveitar cada destino com segurança.

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